Um escritório. Um recinto um tanto quanto banal para se trabalhar, principalmente ao som do ventilador a soprar em direção a sua mesa. Foi assim que começou o meu dia de trabalho. Estava sossegada em minha mesa, redigindo uma reportagem, quando de repente escuto um estrondo ensurdecedor do outro lado da porta. O som foi tão alto que conseguiu ultrapassar o som de meu velho ventilador, que roncava como um motor de fusca.
— Ah! O que será desta vez? Mal começa o dia e já tem alguém na porta para me aborrecer. Deixe-me ver quem está batendo na porta. — falei num tom irado.
— Olá. Bom-dia, senhorita. Desculpe-me pelo barulhinho, é que derrubei minha maleta. — disse um rapaz alto e magricela, que carregava uma maleta de ferramentas.
— Não foi nada. Acredita que mal percebi o som? Mas no que posso ajudá-lo? — disse eu, ironicamente.
— O seu chefe pediu para eu vir buscar seus computadores para a manutenção. — respondeu o rapaz invadindo a sala e se dirigindo em direção aos dois computadores que estavam em minha mesa. — Nossa! Fiz bem mesmo em vir... Estão com uma aparência lastimável!
Não bastava começar o dia de trabalho com este tumulto em minha sala, tinha também que vir um técnico em T.I super folgado para levar embora os meus computadores! Os meus lindos computadores, meus companheiros de batalha. Tudo bem que eles funcionavam a base de socos e quando um ligava, o outro desligava, mas eu dava conta do recado.